Mahh Avi ®

Mayara T. Avi, 20, Gêmeos, Bebedouro/SP

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Esse ano fui uma menina muito boazinha. Passei fio dental, paguei todas as minhas multas e usei camisinha. Por isso, queria te pedir um presente. A última vez que te escrevi uma cartinha eu devia ter uns seis anos. Depois disso, o Thiago, o menino ranhento da minha classe, riu bem alto de mim, me apontando enquanto girava no gira-gira.

Ela acredita! Ela acredita!

Pois é, eu acreditava, e morri de vergonha. E nunca mais quis saber de você. Por causa do trauma de ser inocente e do dedo apontado do menino cheio de ranho, você virou um velho tarado que fica de pau duro em shopping, querendo mais é sentar as jovens mães em seu colo barato. O mundo foi ficando feio e cínico e com cheiro de saco de Papai Noel que não tem tempo de lavar a única calça abafada.

Mas esse ano fui uma menina boazinha e resolvi resgatar o 0,1% de crença que ainda existe em mim e te fazer esse pedido. Eu acredito, Papai Noel. Eu acredito no amor. Coisa que tá muito mais difícil de acreditar do que num velho fazedor de brinquedo e seus viadinhos sobrevoando nossas cabeças. Se eu te contasse como foi minha vida amorosa nesses últimos anos, Santa, você diria: pegue seus livros, um vibrador e se mude agora para o Pólo Norte!

Congelada e solitária talvez você viva melhor! Mas cara, quer dizer, Papy, vou te falar que sou taurina e teimosia é meu sobrenome (na verdade é Pinto, mas acho que dá no mesmo). E eu ainda acredito no amor. Eu acredito! Volto agora pra cena macabra da infância.

Thiago tem apenas sete anos. Ele gira, gira. Segura com uma mão o brinquedo e com a manga do outro bracinho gordo ele limpa seus ranhos. Escuta aqui, moleque, mas escuta bem: eu acredito que dá pra sonhar. Dá pra sonhar seu desgraçadinho entupido! Ouviu? Assopra tapando o nariz pra destampar esse ouvido!

Noel, cara, eu cansei. Só quero que seja natural, simples, fácil e bom. Não quero falar o que meus amigos me mandam falar porque se eu falar o que eu tenho vontade de falar poucos vão ficar. Eu não quero poucos. Eu não quero muitos. Eu quero um. Um amor.

Só um já tive bastante do resto que parece amor, já fiz bastante do resto que parece amor, já provei bastante pro Thiago que ele tava certo em relação a girar e rir e não acreditar e escorrer pelo nariz de medo de ficar aqui dentro.

Agora eu quero sentar no seu colo, sem você ficar de pau duro, e quero que exista alguma porra de pureza nessa vida.

Não desperdice a chance de ser feliz, por medo de não dar certo.

E você ri das minhas inseguranças e do medo que eu tenho de enjoar de você, mesmo que eu (que você) saiba que isso não vai acontecer.. mas é que é tanta coisa acontecendo, tantos sentimentos, vontades e desejos, que me assustam, me dão medo de um dia acordar e ver que foi ilusão. Por que dessa vez eu quero que seja diferente, eu realmente quero que dê certo. E eu realmente acho incrível o modo como com apenas um sorriso você derruba todas as minhas defesas, como com um simples e sincero abraço você me trás tanta calma e tanta paz. E eu digo (à mim), quase que em oração, “não estraga”.

“Amor é como um jogo de memória: Escolher a peça é fácil, difícil é formar um par.”

Bate uma insegurança…
No primeiro dia de aula
No primeiro encontro
No primeiro abraço
No primeiro “eu te amo”
No último Adeus.

Bate uma insegurança…
O sonho que me desperta
O chinelo virado pra baixo
Aquela discussão mal-resolvida
O tudo deixado para depois

Bate uma insegurança…
Pensar em quem a gente ama
Pensar naquela conversa séria
Pensar no que pode ser e no
que nunca será

Bate uma insegurança…
Não saber o amanhã
Não saber se é correspondido
Não saber se faz sentido
Não saber se já acabou.

Verônica H.

Amar é isso, é estar junto, é dar carinho e apoio, cuidar e querer bem.

E, principalmente, saber respeitar as diferenças.

Está tudo bagunçado. Bagunçado pra caramba. E o pior é que eu não tô falando do meu quarto…

É que eu te amo tanto e sinto muito a sua falta, mas te vejo cada vez mais distante .. 
Mas tudo bem, por que já passamos por isso antes, e eu sei, que pode passar o tempo que for, você sempre volta pra mim.. SEMPRE!

Sabe por quê?

“Porque eu tava na sua varanda, porque eu te amo.. Posso ficar?”

- Knoxville